Dúvidas
As perguntas que a central mais ouve, respondidas sem rodeio — inclusive as que a família tem vergonha de fazer.
Não. Somos a central de acolhimento: atendemos a família, avaliamos o caso e encaminhamos para a clínica parceira adequada. A internação, o plano terapêutico e o acompanhamento são conduzidos pela clínica, com equipe própria.
Nada. A ligação é gratuita e a orientação também. Valores de tratamento são tratados diretamente com a clínica indicada, depois da avaliação.
A central é remunerada pelas clínicas parceiras quando o encaminhamento acontece — nunca pela família. Indicar a clínica errada desfaz a relação com a parceira, então o interesse da central é acertar, não fechar rápido.
Equipe de triagem, treinada para levantar o caso. Não é call center de vendas e não há script de fechamento.
Por quatro coisas levantadas na triagem: perfil clínico (substância, tempo de uso, idade, quadro psiquiátrico associado), modalidade de internação indicada, cidade de onde a família fala e vaga disponível nas parceiras naquele momento.
Pode opinar, e a família costuma ter preferência de região para conseguir visitar. O que a central não faz é encaminhar para uma parceira que não atende aquele perfil.
Depende do perfil e do que as parceiras têm disponível. A central não promete vaga antes da avaliação — prometer vaga por telefone é o primeiro sinal de que algo está errado.
A central atende famílias de todo o Minas Gerais. Cinquenta cidades têm página própria, com o que muda no atendimento a partir dali.
A Lei 10.216/2001 prevê a internação involuntária, pedida por familiar ou representante legal e sustentada por laudo médico circunstanciado, com comunicação ao Ministério Público. A central explica o caminho; quem avalia e admite é a clínica, com médico.
Voluntária é com o consentimento da pessoa. Involuntária é a pedido da família ou do representante legal, com laudo médico. Compulsória é determinada pela Justiça. As três estão na mesma lei, e qual delas cabe depende da avaliação.
Em parte dos casos há equipe preparada para isso, sempre dentro do que a lei permite e com a indicação médica que sustenta a internação. É avaliado caso a caso, nunca prometido por telefone.
É essa a resposta que a família recebe. Nem todo quadro se resolve internando, e a central diz quando o caminho é outro.
Conte o caso para a equipe de triagem. A ligação é gratuita e não compromete a nada.